Sinergia entre mediador e partes ajuda na mediação

9 out 2015 | Categoria: Artigo

O mediador deve estar atento a cada movimento das partes, eis que não só as palavras tem significado, mas também os movimentos corporais, e para isto ele tem que se entregar ao caso de forma que aconteça uma sinergia entre todos, o que certamente o ajuda a entender e compreender as razões para certas situações que se antagonizam.

Essas razões por sua vez, devem ser trabalhadas pessoalmente pelos mediadores  para que não afetem sua conduta, porque uma vez desvendadas por ele próprio, e em sendo essas já conhecidas pelo seu detentor  não obscurecerão o seu trabalho.

O efeito do trabalho pessoal do mediador encontra seu norte no dito por Carl Rogers “ O indivíduo é capaz de confiar mais no seu organismo no que se refere ao seu funcionamento, não porque seja infalível, mas porque pode estar completamente aberto às consequências de cada  um de seus atos e corrigi-los se eles não o satisfizerem. ( ROGERS, CARL: p.219, 2010)

A percepção de si mesmo ajuda ao mediador em todas as situações de sua vida. E, o mediador como um auxiliar na solução de conflitos é um administrador de vidas que se antagonizam, e se ele não percebe aquilo, que o aflige pessoalmente dificultará seu próprio trabalho, eis que estamos tratando de uma interlocução, e não de uma conversa entre robôs e pessoas, razão que torna a mediação um método possível, pois acalenta aos envolvidos, assim como leva o conflito ao seu devido lugar, ou seja, aquilo que é fruto de uma reação humana.

Essas reações humanas encontram na sinergia assim como na escuta ativa a grande âncora que sustenta o trabalho do mediador. São essas que contribuem para um trabalho harmonioso e com resultados satisfatórios. O entendimento passa a ser a mola que impulsiona o caminhar de todos os participantes.

Os envolvidos no procedimento não só racionalizam o resultado, mas o sentem como possível e viável. A transformação da situação  apresentada passa a ser algo concreto e que vislumbra inúmeras possibilidades.

Tudo isso se torna possível com o constante aprendizado do mediador, que não se nega por motivos outros, que a mediação além de ser em si mesma  um constante aprendizado, ela está embasada no interesse contínuo do profissional em buscar conhecimento de inúmeras fontes para enriquecer o seu trabalho. Trabalho esse proveniente da observação reiterada de sua humanidade diante da humanidade de outros, tornando-o um artífice da solução dos conflitos. Ele não desqualifica os problemas, tão pouco minimiza a importância de um diante do outro porque vislumbra soluções para atos que são simplesmente humanos e sobretudo perecíveis se trabalhados com uma nova visão.